Palestras

PALESTRA 01: La Phraséologie au Coeur de L'acquisition et de L'apprentissage des Langues
Prof. Dr. Salah Mejri (PARIS 13/FRANÇA)

Qu’il s’agisse de l’acquisition de la langue maternelle ou de l’apprentissage des langues étrangères, le fait phraséologique est déterminant dans la qualité des résultats. Cela s’explique par au moins trois raisons : – les principes généraux à l’œuvre dans toute langue qui conduisent tout naturellement à l’idiomaticité dans toute langue : il s’agit des principes de congruence et de fixité qui sont rarement étudiés et qui sont pourtant essentiels dans le fonctionnement des langues ; – le caractère massif du phénomène phraséologique qui se décline de différentes manières sous forme de collocations, de formules toutes faites ou de tournures qu’on mémorise globalement et qu’on réemploie dans des situations bien déterminées comme les formules de salutation et de présentation (Mejri 2017) ou les pragmatèmes (Blanco et Mejri 2018) : malgré cet aspect massif, rares sont les ouvrages qui essaient de les décrire ou d’en rendre compte ; – l’absence de ressources lexicales qui rendent compte d’une manière exhaustive de la double structuration du lexique en réseaux à la fois sémantiques (les relations d’inférence) et les réseaux phraséologiques qui leur sont associés. Malgré les efforts des dictionnaires pour en rendre compte, on ne dispose pas actuellement pour des langues comme le français de ressources suffisamment fiables pour assurer un enseignement adéquat. Nous expliciterons tous ces éléments avec des exemples empruntés au français et à l’arabe et nous exposerons quelques résultats des travaux menés actuellement sur l’automatisation des dictionnaires informatisés comme celui de l’Académie française (Mejri et Zhu 2020).


PALESTRA 02: Educação Escolar na Era da Pós-verdade e da Fake News: a importância da leitura na formação de cidadãos críticos
Prof.ª Dr.ª Angela Kleiman (UNICAMP/Brasil)

Todo profissional envolvido com a educação da criança e do adolescente acredita que a finalidade da educação é a formação do cidadão crítico. Verdadeiro ou Falso? Exageros são frequentemente incompatíveis com o discurso livre de vieses. Hoje é preciso desconfiar. No complexo processo envolvido na educação para a criticidade e para a formação de sujeitos críticos, conscientes e atentos às manipulações da mídia, a linguagem e o ensino da linguagem e de outros sistemas semióticos têm papel central. Sempre o tiveram e, neste momento que este congresso está chamando de “era da pós-verdade e da fake news”, ainda mais. E, posto que o cidadão crítico é necessariamente um leitor crítico, a leitura é central nesse processo. Por extensão, o texto é central porque na leitura crítica, o leitor avalia, pondera e aprecia os efeitos de imparcialidade, veracidade, verossimilhança criados no texto pela, na e através de múltiplas linguagens.

Nesta apresentação, parto do pressuposto de que a criança é naturalmente crítica, questionadora, e perfeitamente capaz, desde que seja orientada a perceber manipulações e a rebater argumentos (sempre se apoiando em outras leituras) a posicionar-se valorativamente em relação a uma informação, uma opinião, uma imagem e outros elementos que compõem o texto. Argumento que, embora essencial, apenas o necessário engajamento sociocognitivo do leitor não é suficiente para planejar um programa de formação de leitores críticos para agir contra (não somente reagir a), os apelos sensacionalistas e emocionais das notícias falsas.

PALESTRA 03: Responsabilidade da ciência: liberdade ou pragmatismo – implicações nos estudos da linguagem
Prof. Dr. Luiz Percival Leme Britto(UFOPA/BRASIL)

Com base no artigo A responsabilidade da ciência, de Hebert Marcuse, publicado em 1967, momento em que se afirmação correntes e análises filosóficas de cunho libertário questionadoras do totalitarismo e da barbárie, indagar como vem se afirmando e expandindo, especialmente a partir da virada do milênio, nos estudos e políticas linguísticas as teses que sustentam a necessidade de uma normatividade explícita em detrimento da diversidade, conformando a variação a um genérico respeito ao modo de ser do outro. Interessa particularmente examinar criticamente a relação entre essas teses e as concepções pragmático-produtivistas que informam as política publicas capituladas ao capitalismo mundial de corte neoliberal e com as afirmações política sectárias, egoístas e irracionalistas que florescem no pântano da desorganização social correspondente.

PALESTRA 04: A ciência linguística e o caráter político do objeto linguagem
Prof. Dr. Jose uiz Fiorin(USP/Brasil)

Esta conferência, depois de discutir o sentido da palavra política, mostra que há quatro possíveis abordagens para a questão das relações entre língua, discurso e política: a) a natureza intrinsecamente política da linguagem e das línguas; b) as relações de poder entre os discursos e sua dimensão política; c) as relações de poder entre as línguas e a dimensão política de seu uso; d) as políticas linguísticas. Esta conferência desenvolve apenas os dois primeiros itens. A linguagem e as línguas têm uma natureza intrinsecamente política, porque sujeitam os falantes a sua ordem. Os silenciamentos operados pelo discurso manifestam uma relação de poder. Os usos linguísticos podem ser o espaço da pertença, mas também da exclusão, da separação e até da eliminação do outro. Por isso, a língua não é um instrumento neutro de comunicação, mas é atravessada pela política, pelo poder, pelos poderes. A literatura, pelos deslocamentos que produz, é uma forma de trapacear a língua, desvelando os poderes nela inscritos.