22 a 24 de novembro de 2017. UFPA – Belém / PA.

Simpósios

 

 

ASPECTOS FONÉTICO-LEXICAIS DO PORTUGUÊS FALADO POR QUILOMBOLAS E INDÍGENAS

 

Prof. Dr. Edmilson José de Sá (CESA/UPE/UFPA/CNPq)

 

Este simpósio tem o intuito de divulgar registros da língua portuguesa falada por quilombolas, uma vez que a busca pelos fenômenos de seu modo espontâneo de falar confirma a importância dos povos de origem africana para a constituição da cultura linguística do seu povo e a riqueza que o povo africano deixou em seus descendentes. Além disso, a miscigenação e o contato multiétnico por que passou o país reforça o quanto é possível resgatar também da cultura indígena e isso se manifesta espontaneamente na língua falada. Considerando que um trabalho de descrição linguística não acompanha a evolução linguística cada vez mais rápida, é necessário que se documente os fenômenos mais relevantes e que se busquem justificativas na história ou na teoria linguística que os explique adequadamente. Por isso, aceitam-se trabalhos que enfatizem análises fonéticas e/ou lexicais quer se apropriando da metodologia sociolinguística (LABOV, 1966), quer se apropriando da metodologia geolinguística (CARDOSO, 2010), de modo a promover discussões e compartilhar estudos mais recentes sobre a formação do português falado no Brasil com as contribuições afro-indígenas notadamente marcantes.

Palavras-chave: Português brasileiro. Fonética. Léxico. Quilombolas. Indígenas

ESCOLAS E COSMOLOGIAS AMAZÔNICAS EM AGENCIAMENTOS

 

Prof. Dr. Hiran de Moura Possas (UNIFESSPA)

Profa. Ma. Maria Cristina Macedo Alencar (UNIFESSPA)

O eixo temático acolhe pesquisas cujas explorações teórico-epistemológicas repensem temas engendrados pelas gradações entre a escrita e a oralidade nas escolas de povos de matrizes culturais indígenas, afro-brasileiras e filhos de processos migratórios. Análises interpretativas sobre histórias de vida, memórias, relações de gênero, lutas políticas, práticas religiosas, linguagens, dentre outras temáticas, circunscritas e tensionadas nas experiências de educação escolar irão compor a rede de reflexões. As diferentes premissas e abordagens teóricas-empíricas podendo ser arroladas são urgentes para se re-pensar o papel paradoxal que a escola assume nesses universos simbólicos. O reconhecimento e o estudo desses “contextos interculturais” permitem reconhecer práticas pedagógicas por sobreposições, convivências e embates entre os discursos “ocidentais-modernos” e aqueles dos povos das multifacetada Amazônia, erigindo dessa “convivência” cruzada, por exemplo, experimentos percebendo a relação do oral com o escrito como questão complementar: escrita como fazer tradutório e representacional de narrativas ancestrais. Comunidade textual em busca de um “Nós”, não significando uma opção tranquila ou até mesmo marcada pelo consenso e pela harmonia. Pelo contrário, um campo de tensões entre sujeitos, saberes e linguagens tentando deixar seus lugares fixos ao experimentarem as relações. Pela compreensão dessa múltipla e complexa realidade – prerrogativa para um pensar interdisciplinar – exercícios de reflexão acadêmica formulados, a partir de cosmologias alhures, a exemplo: estudos linguísticos e em devir com os Estudos Culturais; o Pensamento Pós-Colonial; os Estudos Subalternos e o Pensamento Decolonial, dentre outros, aprumando “identidades”, “discursos” e “representações” permitiriam perceber: Como as pesquisas e reflexões teóricas no solo amazônico mobilizam os conceitos supracitados? Quais as relações entre a suposta reivindicação política das experiências pedagógicas e os seus engates na multifacetada Amazônia? Para versar acerca sobre esse enredo, o eixo deseja receber pesquisadores dialogantes com os aspectos arrolados, publicizando experiências, a partir do universo teórico e empírico de suas recepções.

Palavras-Chave: Educação Escolar. Interculturalidade. Agenciamentos. Cosmologias Amazônicas.

GEOSSOCIOLINGUÍSTICA

 

Profa. Dra. Marcela Moura Torres Paim (UFBA)

 

A Geossociolinguística vem, ao longo dos anos, contribuindo para a descrição da Língua Portuguesa e lançando novos olhares para o seu ensino institucionalizado. Esse ramos dos estudos linguísticos tem rendido discussões sobre a diversidade linguística, o que se reflete em abordagens centradas na realidade do alunado e na promoção de políticas linguística para o ensino da língua materna. Para este simpósio, propomos o debate de trabalhos de cunho geossociolinguístico, em que serão discutidas as pesquisas em que sejam focalizadas teorias, metodologias da recolha do corpus, tratamento e análise de dados de língua em uso, nos níveis fonético-fonológico, morfossintático e semântico-lexical, considerando tanto o caráter sincrônico quanto o diacrônico. Pretende-se com este simpósio reunir algumas das muitas pesquisas sobre a variação linguística no Brasil, a fim de promover o intercâmbio na troca de experiências e a consequente contribuição para o avanço dos estudos geossociolinguísticos no Brasil.

Palavras-chave: Língua portuguesa. Variação. Geossociolinguística.

PRÁTICAS EDUCATIVAS EM COMUNIDADES TRADICIONAIS: LEITURA, ENSINO E ORALIDADE

Prof. Dr. Zair Henrique Santos (UFOPA)

Profa. Ma. Marília Fernanda Pereira Leite (UFOPA)

 

Este Simpósio Temático se propõe a reunir pesquisadores que se dedicam aos estudos relacionados às temáticas Práticas de leitura e ensino em comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas e História oral, memória e narrativas das populações amazônicas. Nossa proposta temática está vinculada as discussões e pesquisas realizadas no âmbito do Grupo de estudo, leitura e intervenção em literatura infanto-juvenil na escola – LELIT da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA, coordenado pelos professores Luiz Percival Leme Britto e Zair Henrique Santos. Considerando a necessidade de valorização das culturas tradicionais dos povos da região amazônica nas práticas educativas realizadas nas escolas presentes em suas comunidades, e ao reconhecer que a Literatura é indispensável para a humanização do homem (CANDIDO, 2011), privilegiamos para o debate e as reflexões, propostas de trabalhos que possuam dimensões teóricas e metodológicas relacionadas à educação, ensino, leitura e literatura relacionadas ao contexto escolar de comunidades tradicionais.

Palavras-chave: Educação. Ensino. Comunidades tradicionais. Literatura. Leitura.

PESQUISA-AÇÃO EM SOCIOLINGUÍSTICA: VERTENTES E PERSPECTIVAS

Profa. Dra. Regina Cruz (UFPA/CNPq)

 

A Sociolinguística tem se revelado uma área bastante interdisciplinar e frutífera entre os estudiosos da Língua Portuguesa. Essa interdisciplinaridade, própria, dessa subárea da linguística tem proporcionado o cruzamento de diferentes metodologias que ajudam a compreender melhor o funcionamento da língua enquanto produto social. Nesse sentido, este simpósio objetiva discutir diferentes propostas teórico-metodológicas empreendidas em pesquisas sociolinguísticas que tem como objeto a língua portuguesa com intuito de promover a troca de experiências na pesquisa quali-quantitativa e contribuir para o avanço de novas pesquisas na área. Justifica-se sua realização por englobar diferentes perspectivas sociolinguísticas e possíveis diálogos entre elas, favorecendo a interdisciplinaridade. Nesse sentido, serão aceitas propostas que trazem resultados de análises empíricas do português brasileiro, nos diferentes níveis linguísticos, relacionadas com o eixo social e/ou variação ou mudança linguística, atitudes linguísticas, redes sociais e sociofonética.

Palavras-chave: Sociolinguística. Pesquisa-ação. Interdisciplinaridade.

PROJETO ATLAS LINGUÍSTICO DO BRASIL: PROPOSTAS DE CARTOGRAFIA E ANÁLISES COM DADOS DO INTERIOR

Prof. Dr. Valter Pereira Romano (UFLA)

 

Este simpósio propõe-se a congregar trabalhos geossociolinguísticos cujo corpus de análise se constitui da amostra coletada pelas equipes do Projeto Atlas Linguístico do Brasil na rede de pontos do interior do país. Nesta oportunidade, busca-se apresentar propostas de análises quantitativas e qualitativas com vistas a discutir o mapeamento linguístico desses dados, correlacionando-os às diferentes dimensões da variação linguística sob o respaldo teórico-metodológico da Dialetologia Pluridimensional. Os trabalhos aqui reunidos podem contemplar diferentes abordagens a partir de análises das questões do Questionário Fonético-Fonológico (QFF), Semântico-Lexical (QSL), Morfossintático (QMS). Trata-se de um momento de reflexão que contribui para encaminhamentos futuros do Projeto ALiB e suscita questões atinentes à metodologia e à análise do grande volume de dados coletados..

Palavras-chave: Projeto ALiB. Dados do interior. Geossociolinguística.

DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NO AMAPÁ: PERCURSOS E CONTATOS ENTRE ÍNDIOS E QUILOMBOS

Profa. Dra. Edna dos Santos Oliveira (UEAP)

Prof. Dr. Eduardo Alves Vasconcelos (UNIFAP)

Prof. Me. Romário Duarte Sanches (UEAP/UFPA)

O povoamento do extremo norte do país é marcado por intricadas e instigantes relações de migrações que resultou em um atual contexto eminentemente multilíngue, no qual convivem línguas europeias – português e francês, principalmente – línguas crioulas – de base francesa originárias da Guiana Francesa, línguas crioulas faladas no Suriname, na Guiana e na Venezuela – e línguas indígenas. A presença de diferentes línguas, de diferentes origens é resultado de um intenso trânsito de povos desde a foz do Amazonas – Aruã nas ilhas do Marajó – até o alto e baixo Orinoco. Neste simpósio, procuramos reunir análises que tenham como foco discutir, em diferentes abordagens teórico-metodológicas, essas relações e suas consequências para a diversidade de línguas e variedades do português encontradas na região.

Palavras-Chave: Diversidade Linguística. Contato. Amapá.

CINCO ANOS DO PROFLETRAS-UFPA: BALANÇOS E PERSPECTIVAS

Prof. Dr. Alcides Fernandes de Lima (UFPA)

Profa. Dra. Maria de Fátima do Nascimento (UFPA)

Profa. Dra. Isabel Cristina França dos Santos Rodrigues (UFPA)

O Mestrado Profissional em Letras em Rede Nacional (PROFLETRAS), cuja Coordenação Geral está sediada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN/Natal), é um Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu, nota 4, que tem como finalidade a “capacitação de professores de Língua Portuguesa para o exercício da docência no Ensino Fundamental, com o intuito de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino no País” (trecho do Regimento do Programa). O PROFLETRAS é o segundo maior Programa de Pós-Graduação em rede, atrás apenas do PROFMAT; possui 49 unidades, distribuídas por 42 Instituições de Ensino Superior, que integram o conjunto de Instituições Associadas do Programa. O PROFLETRAS-UFPA, dentre as 49 unidades, tem sido a de maior demanda nacional, tendo alcançado em 2013, quando foram ofertadas 26 vagas, a participação de 857 candidatos. O PROFLETRAS é um programa de grande relevância para melhorar a qualidade do Ensino Básico no Brasil. No Pará (e na região amazônica, como um todo), a relevância desse Programa adquire uma dimensão ainda maior, haja vista estarmos entre as regiões com os piores índices da Educação Básica no Brasil, de acordo com os últimos resultados do IDEB. Neste Simpósio, pretendemos construir um panorama do Programa, fazendo um balanço dos resultados obtidos nesses primeiros cinco anos e avaliando, em perspectiva, os próximos anos que virão. Dessa forma, serão aceitos trabalhos relacionados ao ensino e aprendizagem de língua e literatura portuguesas no âmbito do PROFLETRAS.

Palavras-chave: Formação continuada do professor de língua portuguesa; Mestrado profissional em letras; Ensino de língua e literatura portuguesas.

VARIEDADES DE PORTUGUÊS SOB A PERSPECTIVA DO CONTATO LINGUÍSTICO

 

Prof. Dr. Ednalvo Apóstolo Campos (UEPA) 

 

A temática do contato de línguas nos últimos anos trouxe novas luzes aos estudos linguísticos das variedades que de algum modo passaram ou passam por influência e/ou convivência com outras línguas ou variedades linguísticas. No Brasil, particularmente, esse campo tem despertado a atenção de linguistas no tocante à descrição de variedades não standard de português que se desenvolvem em comunidades monolíngues ou bilíngues envolvidas em contexto de imigração, ou situadas em áreas de fronteiras, em comunidades quilombolas, comunidades indígenas etc. Os cenários envolvidos nesses estudos permeiam a temática do bilinguismo, multilinguismo e/ou plurilinguismo e as análises e descrições concentram-se tanto no cotejo da gramática de duas ou mais línguas pontualmente identificadas na relação do contato, descrevendo-se fatores linguísticos como a mistura de línguas (code mixing), alternância de código (code switching) e transferências linguísticas (empréstimos, etc.) em comunidades multilíngues indígenas ou compostas por imigrantes europeus, asiáticos, árabes etc., quanto no estudo de variedades vernaculares embasados em hipóteses de participação ou convivência de matrizes linguísticas em nível sócio-histórico como é o caso de muitos estudos do português brasileiro em comunidades quilombolas, por exemplo, para o caso do contato com as línguas de matriz afro e/ou indígenas. É, portanto, de nosso interesse discutir por meio desse simpósio trabalhos que tratem de variedades de minorias étnicas em contato. 

 

FRASEOLOGIA E SUAS INTERFACES

 

Profa. Dra. Carlene Ferreira Nunes Salvador (GeoLinTerm/SEDUC)

 

Compreende-se por fraseologia, grafada com letra minúscula, o conjunto dos fraseologismos, o inventário das expressões fixas, quer dizer o fraseoléxico de uma língua (MEJRI, 1986) e Fraseologia, grafada com letra maiúscula, a subárea da Lexicologia, isto é, a investigação fraseológica que tem por tarefa a pesquisa do fraseoléxico. Da gama de investigações sobre a Fraseologia emanam as controvérsias relacionadas à sua área de atuação, seu objeto de estudo e sua delimitação, além da abundante diferença terminológica, associada à linha de pensamento de seus autores. Houve um aumento significativo, nos últimos anos, de pesquisas de cunho fraseológico, o que pode ser constatado em banco de teses e dissertações e periódicos da área. Considerando o interesse pelo tema, com vistas a divulgar mais ainda pesquisas em torno desta temática, almeja-se com esse simpósio criar um círculo de discussão a partir da apresentação de resultados parciais e finais de pesquisas que tenham como objeto de estudo, a descrição e a análise fraseológica da língua portuguesa, seja em perspectiva teórica, aplicada e/ou contrastiva. Desta forma, espera-se que os trabalhos inscritos apresentem dados relativos ao estudo fraseológico, de modo que evidenciem os critérios metodológicos adotados em pesquisas realizadas nessa área e façam a relação da Fraseologia com as disciplinas com as quais costuma interagir.

Palavras-chave: Fraseologia. Disciplinas. Interfaces.

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES, TRADUTORES E INTÉRPRETES DE LIBRAS NO CONTEXTO PARAENSE

Prof. M.Sc. Raquel da SilvaGomes (UEPA)
Prof. M.Sc.: Rita de Cássia Almeida Silva (UEPA)
Dr. José Anchieta de Oliveira Bentes (UEPA)

RESUMO: Este Simpósio tem por objetivo divulgar as pesquisas que vêm sendo produzidas no Pará voltadas para o ensino de Libras e para a tradução e interpretação de textos da Língua Brasileira de Sinais para a Língua Portuguesa e vice-versa. A discussão nesse simpósio será sobre o ensino de Libras, os materiais didáticos, as práticas de ensino, a variação linguística, a literatura, interpretação e a gramática da Libras. A proposta é reunir trabalhos de alunos surdos e de alunos ouvintes em torno das propostas que discutam o bilinguismo na educação de surdos, considerando vários gêneros do discurso e os principais temas amazônicos.

Palavras-chave: Libras; ensino; metodologias; interpretação; bilinguismo.

 

 

Contagem regressiva para o início do evento