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Fraseologismo no discurso político brasileiro: uma proposta de glossário, volumes 1 e 2
Davi Pereira de Souza

Esta pesquisa, de abordagem quali-quantitativa, tem como objetivo geral produzir um glossário, em versão impressa e eletrônica, de fraseologismos utilizados no discurso político brasileiro. Por sua vez, os objetivos específicos consistem em: descrever os fraseologismos que caracterizam o discurso político brasileiro; identificar padrões de combinatórias sintagmáticas recorrentes no corpus e; verificar possíveis variantes fraseológicas. Os fraseologismos, ou unidades fraseológicas, são combinações sintagmáticas recorrentes (MEJRI, 1997, 2012), caracterizadas, dentre outros aspectos, pela sua polilexicalidade, fixidez, frequência, congruência e idiomaticidade. Para tanto, adotou-se uma metodologia orientada pelos pressupostos gerais da Linguística de Corpus (BERBER SARDINHA, 2004) e sua relação com a Fraseologia (TAGNIN, 2005, 2011). A pesquisa foi dividida em cinco etapas principais, a saber: i) revisão da bibliografia sobre a área em foco, particularmente as pesquisas fraseológicas desenvolvidas no Brasil e na França; ii) constituição e tratamento do corpus; (iii) seleção do corpus de referência; (iv) procedimentos de análise dos resultados e; v) elaboração do glossário fraseológico. Os 570 textos que compõem o corpus são provenientes de blogs ou websites de 4 (quatro) colunistas que assinam matérias sobre política nas revistas Istoé, Época, Carta Capital e no jornal Folha de São Paulo, tendo sido escolhido um colunista por periódico. Os textos foram publicados entre janeiro de 2014 e dezembro de 2016. Foram utilizados os softwares Words Smith Tools (SCOTT, 2008), que realiza busca semiautomática em grandes corpora textuais, e o Lexique pro – versão 3.6 (SIL, 2004-2012), para preenchimento da ficha fraseológica de cada verbete, resultando posteriormente na organização do glossário, adotando-se microestrutura formada por entrada, categoria gramatical, definição, contexto, variante fraseológica, remissiva e notas. Quanto ao referencial teórico, o trabalho ancorou-se na abordagem francesa da Fraseologia, sobretudo na perspectiva de Salah Mejri (1997, 1998, 1999, 2002, 2005, 2010, 2011, 2012, 2018). O glossário produzido contém 438 entradas, lematizadas e organizadas alfabeticamente pela primeira unidade lexical da sequência. Os resultados demonstram a predominância de fraseologismos da língua geral em detrimento de unidades fraseológicas específicas do discurso político, o que está relacionado ao fato de o corpus não ser especializado, uma vez que os colunistas não são tecnicamente cientistas políticos, mas jornalistas e comentaristas que lidam com assuntos da área e se direcionam para um público geral de leitores, em grande parte formado também por não especialistas. Além disso, a política, sendo de natureza interdisciplinar, produz um discurso que se constitui no cruzamento de outros domínios, como o direito, as ciências sociais, a linguística, entre outros (DORNA, 1995; CHARAUDEAU, 2006). De todo modo, os fraseologismos desempenham um papel peculiar nesse domínio, servindo para produzir diferentes efeitos de sentido, particularmente, os de caráter irônico e ambíguo, presentes nas relações estabelecidas pelos interlocutores inseridos nas tensões ideológicas e político-partidárias que se acirram em momentos de crise política e econômica

Palavra chave:Lexicografia, Análise do discurso

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Mapeamento lexical do Português falado pelos Wajãpi no Estado do Amapá: uma abordagem geossociolinguística
Maria Doraci Rodrigues

Este trabalho tem como objetivo mapear, descrever e analisar, em uma perspectiva Geossociolinguística, A Variação Lexical do Português Brasileiro Falado na Terra Indígena Wajãpi, no Estado do Amapá. O estudo aqui proposto adotou o modelo e os procedimentos de análise que consideram os princípios da Geolinguística e da Dialetologia Pluridimensional (CARDOSO, 2010; RAZKY, 1998) e (RADTKE e THUN, 1996). Para tanto, o corpus foi coletado por meio da aplicação do Questionário Semântico Lexical (QSL) do Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB) 2001, no qual contém 202 questões, distribuídas em catorze campos semânticos, mas que foram adaptadas para melhor cumprir os objetivos da pesquisa em tela, foram então, consideradas 121 questões, aplicadas a 20 informantes, quatro de cada ponto de inquérito; nas comunidades de Aramirã, Pairakae, CTA, Mariry, Kurani’yty, com perfil estratificado de acordo com sexo, idade e escolaridade; o primeiro grupo é composto de um homem e uma mulher, na faixa etária de 18 a 30 anos, não alfabetizados ou alfabetizados até a 8ªsérie do ensino fundamental; o segundo grupo, também composto por um homem e uma mulher, na faixa etária de 40 a 70 anos, não alfabetizados ou alfabetizados até a 8ªsérie do ensino fundamental. Com base na análise dos resultados, constatou-se que apesar da produtividade de língua portuguesa ser frequente pelos homens mais idosos, notou-se que existe um baixo processo de aprendizagem do português pelos falantes de primeira faixa etária (MA) e (FA), isso se deve ao fato de que eles ainda preservam a língua materna, pois percebeu-se que existe um índice elevado de sem respostas (SR).

Palavra chave:Geossociolinguística, Variação lexical, Dialetologia pluridimensional

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Glossário dos termos da castanha-do-pará
Sandra Regina Feiteiro

Este trabalho consiste em um estudo sobre a terminologia utilizada na produção da castanha-do-pará, no município de Oriximiná-PA. Tem como objetivo elaborar, com base nos procedimentos teóricometodológicos da Socioterminologia, de acordo com Gaudin (1993) e Faulstich (1995a, 1995b, 2001, 2006 e 2010, 2012), um glossário socioterminológico dessa atividade, a partir do discurso oral dos profissionais dessa área. A escolha desse tema justifica-se pelo fato da castanha-do-pará ser um produto de grande potencial de exploração socioeconômica no Estado do Pará, responsável pela manutenção de milhares de famílias que sobrevivem dessa atividade na Amazônia. A coleta de dados foi realizada in loco, sendo o corpus constituído por 29 entrevistas. Para a organização do corpus foram utilizadas as ferramentas computacionais dos softwares WordSmith Tools e Lexique Pro, possibilitando um resultado confiável a esta descrição terminológica. O glossário é composto de 496 termos, distribuídos em seis campos semânticos: Ecologia da espécie, Práticas extrativistas, Equipamentos e materiais, Denominações da castanha, Processamento industrial e Comercialização. Esperamos que este trabalho socioterminológico, por organizar e difundir o conhecimento especializado, favoreça a todos os interessados por esse domínio.

Palavra chave:Socioterminologia, Glossário, Castanha-do-Pará, Oriximiná - PA

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Variação lexical nos dados do Projeto Atlas Geossociolinguístico do Amapá
Romário Duarte Sanches

Este trabalho objetiva descrever, mapear e analisar a variação lexical do português brasileiro falado no Amapá, com base nos dados do projeto Atlas Geossociolinguístico do Amapá (ALAP). A pesquisa segue os postulados teórico-metodológicos da dialetologia pluridimensional (THUN, 2000), numa abordagem geossociolinguística (RAZKY, 2003). Ressalta-se que os dados analisados aqui, sob a perspectiva geossocial, compõem o corpus do projeto Atlas Geossociolinguístico do Amapá (ALAP). Foram selecionados 10 pontos de inquéritos, sendo entrevistados quatro informantes por localidade. Os informantes se dividem em dois grupos que correspondem às variáveis sociais: sexo (masculino e feminino) e idade (18-30 anos e 50-75 anos). Para as entrevistas, foi aplicado o Questionário Semântico-Lexical do projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB).Por meio dos dados coletados e tratados, foram selecionados 15 itens lexicais referentes a seis campos semânticos. Consideraram-se três tipos de análise para os dados: espacial (geográfica), social (variáveis idade e sexo) e comparativa (dado lexicais do ALAP com o ALiB). Este último tipo de análise buscou comparar 11 itens lexicais do projeto ALAP com os dados publicados pelo projeto ALiB. Na análise espacial (geográfica), constatou-se que no Amapá há uma forte pluralidade lexical para designar um mesmo item lexical, no entanto, não há uma delimitação geográfica restrita à realização das variantes lexicais encontradas. Em relação à análise social, observou-se que a variável faixa etária tende a gerar mais variabilidade do que a variável sexo. Sobre a comparação com os dados do ALiB, ratifica-se que a maioria dos dados encontrados no ALAP se complementam e coincidem com os dados publicados pelo ALiB.

Palavra chave:Linguística, Língua portuguesa - Brasil, Sociolinguística, Gessociolinguística, Dialetologia, Variação lexical, Atlas Geossociolinguístico do Amapá (ALAP), Amapá - Estado

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Jogos e diversões infantis: um estudo geossociolinguístico na Região Norte do Brasil
Josevaldo Alves Ferreira

Esta dissertação tem como objetivo mapear e discutir a variação semântico lexical em seis estados da região norte do Brasil nas localidades pesquisadas pelo projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), para apontar áreas onde ocorrem itens lexicais comuns, comparar os resultados das cidades do interior dos estados pesquisados com as suas respectivas capitais, assim como o falar da região norte com a área do falar baiano resultado da tese de doutorado de Ribeiro (2012). Como aporte teórico e metodológico para a execução deste trabalho considerou-se a dialetologia pluridimensional, Thun (1998), além das contribuições feitas por pesquisadores da área da dialetologia como Cardoso (2010) e Razky (2013). A abordagem metodológica seguida foi a da geolinguística que permitiu que os resultados fossem apresentados por meio de cartas lexicais que mostram a variação geográfica dos itens pesquisados. Por se tratar de um trabalho pluridimensional, será observada, por meio de gráficos, além da variação diatópica, a variação no nível diastrático (faixa etária e sexo). Para a execução do trabalho foram utilizados os dados do projeto ALiB, coletados em vinte e três localidades distribuídas pelos estados do Pará, Amapá, Amazonas, Acre, Rondônia e Tocantins, entrevistando-se sujeitos de ambos os sexos, divididos em duas faixas etárias, dezoito a trinta anos, (primeira faixa etária) e cinquenta a sessenta e cinco anos de idade (segunda faixa etária). Para a obtenção dos dados foi aplicado o questionário semântico lexical do projeto ALiB, composto de 202 questões em 14 campos semânticos, dos quais se delimitou para esta pesquisa a área semântica Jogos e Diversões Infantis. Os resultados deste estudo demonstraram a ocorrência de pelo menos duas áreas geográficas que apresentam características lexicais comuns a cada uma em si, o nordeste e o sudeste da região norte. As capitais e as cidades interioranas apresentaram pouca diferença no campo lexical estudado. Como itens lexicais comuns à região norte que a diferenciam da área do falar baiano documentaram-se peteca, para designar bolinha de gude, baladeira, para estilingue, curica, para pipa sem vareta, só para citar alguns.

Palavra chave:Língua portuguesa - Variação linguística, Linguística, Sociolinguística, Geografia linguística, Dialetologia, Variação lexical, Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), Jogos infantis, Região Norte

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A variação diatópica no dicionário escolar
Brayna Conceição dos Santos Cardoso

Este trabalho apresenta resultados de um estudo sobre a variação diatópica no dicionário escolar. Como pressupostos teóricos, buscamos aporte na Lexicologia, Lexicografia e Geografia Linguística. O objetivo principal da pesquisa é analisar a questão da presença da variação diatópica em seis dicionários escolares de Língua Portuguesa correspondentes aos acervos 3 e 4, avaliados na última edição do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD/2012). A opção na análise da variação diatópica no dicionário escolar deve-se ao fato de imprimir uma visão que leva em consideração aspectos linguísticos, sociais e políticos de uso da língua. Para tanto, fizemos uso dos seguintes métodos: levantamento das marcas de uso que indicam variação diatópica nos dicionários escolares selecionados, com intuito de realizar análises que tomam como base os aspectos megaestruturais, macroestrurais e microestruturais dos dicionários; elaboração de uma ficha de avaliação para registro de dados acerca do tratamento da variação diatópica em cada dicionário escolar analisado e aplicação de um questionário a alunos e professores de escolas públicas e particulares, objetivando verificar atitudes quanto ao uso do dicionário escolar. A análise dos dados nos leva a concluir que a variação diatópica no dicionário escolar necessita de estudos que aproveitem os métodos da Geografia Linguística, visando a proporcionar maior fiabilidade às marcas de uso que os dicionários veiculam; construir um dicionário escolar baseado em usos; capacitar alunos e professores para explorarem o dicionário de forma produtiva no processo de ensino-aprendizagem.

Palavra chave:Linguística, Sociolinguística, Metalexicografia, Geografia linguística,Língua portuguesa - Variação, Dicionário escolar, Variação diatópica

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Terminologia da Piscicultura
Josué Leonardo Santos de Souza Lisboa

O presente trabalho consiste na elaboração do glossário da terminologia da piscicultura, ramo da aquicultura, de cultivo de peixes, nos municípios de Belém, Peixe-Boi, São Miguel do Guamá e Igarapé-Açu, no estado do Pará. O corpus denominado de PisciTerm é constituído de entrevistas com piscicultores, técnicos, engenheiros da pesca, professores especialistas, estudantes e trabalhadores braçais do dia a dia das fazendas, laboratórios e estações de piscicultura. Assim sendo, o objeto de estudo é o léxico especializado e as variantes terminológicas linguísticas e de registro pertencentes à piscicultura. Têm-se, como ferramenta de auxílio para o levantamento, a análise, a edição, a organização e a distribuição dos verbetes, os programas computacionais WordSmith Tools (versão 5.0) e Lexique Pro (versão 3.6). A pesquisa está ancorada nos procedimentos teórico-metodológicos da socioterminologia estabelecidos por Gaudin (1993) e Faulstich (1995, 2001, 2010). O objetivo é documentar a linguagem técnica e as variantes orais dessa área do conhecimento humano, em expansão no Pará, no Brasil e no mundo, de grande relevância ambiental, econômica, nutricional e social, tornando-se uma importante ferramenta tanto para os profissionais da área, quanto para os demais profissionais, e a para todos os interessados pela terminologia da piscicultura. O glossário da piscicultura é composto por 359 verbetes, dentro os quais 212 termos e 147 variantes, delimitadas em três campos semânticos: reprodução induzida, engorda e comercialização.

Palavra chave: Aquicultura, Pará, Terminologia, Sociolíguistica

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Glossário Socioterminológico da cultura do Açaí
Elizete Cardoso Assunção

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Terminologia da Agroindústria do Dendë
Francivaldo Mata Quaresma

O presente trabalho tem como objetivo elaborar um Glossário da terminologia do dendê a partir do discurso especializado escrito, presente em 193 fontes escritas (artigos científicos, textos apresentados em slides, boletins de pesquisa e desenvolvimento, cartilhas, comunicados técnicos, circulares técnicas, documentos técnicos, dissertações e teses, livros, notícias de sites, relatórios e revistas) que tratam direta ou indiretamente do domínio de especialidade estudado, a Agroindústria do dendê. A pesquisa está baseada no ponto de vista da Socioterminologia de Gaudin (1993; 2007), o qual defende um estudo contextualizado das línguas de especialidade e considera a variação terminológica como uma realidade a ser estudada, e na perspectiva teórico-metodológica de Faulstich (1995; 1998; 2001; 2006) sobre variação em terminologia. Para nos auxiliar no trabalho de recolha dos termos, utilizamos como ferramenta o programa computacional WordSmith Tools. Para a organização do glossário usamos o programa Lexique Pro. O glossário é composto de 324 termos dentre os quais 164 apresentam variação. Os termos estão distribuídos em 12 campos conceituais. A escolha da Agroindústria do dendê como tema de estudo justifica-se pelo fato de essa atividade possuir importância socioeconômica para o estado do Pará, para o Brasil e para o mundo, uma vez que o óleo de dendê ou óleo de palma e o óleo de palmiste, principais produtos extraídos dos frutos do dendezeiro, possuem ricas propriedades orgânicas e por isso vêm sendo muito utilizados por diversas indústrias.

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SUBSTITUIÇÃO NA PRODUÇÃO DAS FRICATIVAS INTERDENTAIS POR FALANTES DO PORTUGUÊS: UMA ANÁLISE NAO-LINEAR
Antonio Sergio da Costa Pinto

Trata o presente estudo da produção das fricativas interdentais da língua inglesa por falantes do português brasileiro (PB), aprendizes de Inglês como língua estrangeira, (English as a Foreign Language – EFL) nos Cursos Livres de Línguas Estrangeiras mantidos pela Universidade Federal do Pará. O objetivo deste estudo é investigar as possibilidades de ocorrência de substituições para as fricativas interdentais surda e sua contraparte sonora em posições de onset e coda silábica, os resultados são analisados com base na Fonologia de Geometria de Traços (Clements e Hume, 1995). A coleta de dados foi realizada junto a um grupo de vinte e dois alunos, sendo 12 alunos do terceiro nível e 10 alunos do sétimo nível. Pretende-se fazer a representação detalhada do processo de substituição que falantes do português brasileiro (PB), aprendizes de inglês como segunda língua (ESL), realizam especificamente para os segmentos fricativos interdentais da língua inglesa em suas versões surda e sonora /Ɵ/ e /ð/, no processo de aquisição da fonologia desta língua. Diferentes tipos de segmentos foram encontrados em nossa pesquisa como resultado das substituições, quais sejam: [t],[tʃ],[d],[f] e [s] para a fricativa interdental surda /Ɵ/ e [t],[d],[s],[f],[v] e [tʃ] para a fricativa interdental sonora /ð/. Os tipos predominantes de processos observados foram: (a) Fortição, (b) Posteriorização (c) Sonorização (d) Palatalização (e) Labialização (f) Epêntese e (g) Ressilabificação. Todos resultando de um processo anterior chamado Nativização.

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VARIAÇÃO DOS PRONOMES TU/VOCÊ NAS CAPITAIS DO NORTE
Lairson Barbosa da. Costa

Este trabalho investiga a variação dos pronomes “tu” e “você” no português falado em seis capitais da Região Norte do Brasil: Belém (PA), Boa Vista (RR), Macapá (AP), Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC). Baseado nos estudos de Labov (2008), analisa fatores linguísticos e extralinguísticos que influem a escolha de um ou outro pronome e a relação destes com as formas verbais de segunda e terceira pessoas. Foram utilizados como corpus dados produzidos por 8 moradores de Belém; 8 de Boa Vista; 8 de Manaus; 8 de Macapá; 8 de Porto Velho; e 8 de Rio Branco, sendo 4 homens e 4 mulheres de cada capital, por meio de entrevistas de fala espontânea, com base nos Questionários do Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALIB). Os resultados apontam o favorecimento do pronome “tu” em Belém, Manaus e Rio Branco. Boa Vista, Macapá e Porto Velho desfavorecem o pronome “tu”.

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HAPLOLOGIA NO FALAR BELENENSE: UMA ANÁLISE VARIACIONISTA
Flávia Helena Silva da Paz

Avaliam-se os contextos de frases compostas apenas por /d/ – /d/, /t/ – /d/,/t/ – /t/ e /d/ – /t/, exemplificados respectivamente por: la(du) dʒi fora, per(tu) du, a gen(t∫i) t∫inha medu e tu(du) t∫inha. Os fatores avaliados dividem-se em dois grupos: linguísticos e extralinguísticos com o objetivo de mostrar os contextos favoráveis e desfavoráveis à aplicação do fenômeno em estudo. Os grupos de fatores linguísticos são: Relação entre palatalização e haplologia; Qualidade das vogais; Classe de palavra da sílaba elidida; Tonicidade das sílabas confinantes; e Estrutura silábica. No que se refere aos fatores extralinguísticos, analisamos: Sexo, Faixa etária e Escolaridade, seguindo a estratificação proposta no projeto Atlas Linguístico do Pará (ALIPA). Os dados analisados integram o corpus de duas cidades paraenses: Belém, a capital do Estado do Pará, e Itaituba, cidade paraense que fica a 891 km da capital mencionada. A coleta dos dados seguiu a orientação da Sociolinguística Variacionista. Os dados foram submetidos ao Programa de regra variável VARBRUL. Os resultados apontaram a haplologia como regra variável, entretanto, o fenômeno é pouco produtivo entre os informantes das duas cidades. Nos pressupostos da Sociolinguística Variacionista (Labov, 2008) a palatalização, o alteamento da vogal e a desconstrução do grupo consoantal podem ser considerados um processo de encaixamento, enquanto que, do ponto de vista fonético-fonológico, seriam considerados regras alimentadoras da haplologia (BISOL, 1996).

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Variação lexical em seis municípios da mesorregião sudeste paraense
Edson de Freitas Gomes

A presente dissertação tem como objetivo central identificar, mapear e descrever a variação lexical do português falado na zona rural de seis municípios da mesorregião Sudeste Paraense: Curionópolis, Itupiranga, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu, São João do Araguaia e Tucuruí. Esta mesorregião apresenta importância considerável no contexto sócio-político-econômico-cultural do Estado do Pará. A pesquisa é orientada pelos pressupostos da dialetologia, sob o método da geolinguística. Este trabalho faz parte do projeto GeoLinTerm, mas com pesquisa específica do eixo do projeto ALiPA. Fizemos o levantamento de alguns trabalhos realizados ao longo dos estudos geolinguísticos. A metodologia utilizada contou com a aplicação de um questionário semântico lexical, adaptado, contendo quatorze campos semânticos, que foi respondido pelos informantes selecionados. Os dados coletados nos seis municípios, objeto da pesquisa, contêm registros de fala de 22 informantes da zona rural da mesorregião Sudeste Paraense, dentro do perfil metodológico estabelecido pelo ALiPA. Após a coleta, fizemos o tratamento dos dados com a seleção, a transcrição, a elaboração de 30 cartas e a descrição dos resultados. Das 256 perguntas do questionário, selecionamos as 30 mais frequentes e com maior variação para serem desenvolvidas nas cartas. Em seguida às cartas, mostramos as ocorrências por localidade, sexo e faixa etária.

Palavra chave: Dialetologia, Geografia linguística, Variação linguística, Curionópolis - PA, Itupiranga - PA, Santana do Araguaia - PA, São Félix do Xingu - PA, São João do Araguaia - PA, Tucuruí - PA, Pará - Estado, Amazônia brasileira

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ESTUDOS GEOSSOCIOLINGUÍSTICOS DO DITONGO /EI/ NAS CAPITAIS DO NORTE NORDESTE DO BRASIL
Williane Brasil dos Santos

O presente trabalho consiste em um estudo sobre a realização variável do ditongo /ej/ nas capitais da região Norte, a saber: Belém, Boa Vista, Macapá, Manaus, Porto Velho e Rio Branco. Desenvolvemos uma pesquisa que tem como objetivo mapear esse ditongo a partir dos pressupostos teórico-metodológicos da Geolinguística (CARDOSO, 2010) e da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 2008). Realizamos, portanto, uma pesquisa geossociolinguística. O corpus que levantamos foi constituído por 48 informantes estratificados por faixa etária, sexo, escolaridade e localização geográfica. A partir do Questionário Fonético-Fonológico (QFF) e do Questionário Semântico-Lexical, aplicados pela equipe do Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), retiramos 2057 ocorrências do ditongo /ej/, sendo 1502 da variante [e] e 555 da variante [ej]. Todas estas ocorrências foram submetidas ao programa estatístico Varbrul que nos forneceu pesos relativos por meio dos quais verificamos os fatores favorecedores à aplicação da regra de monotongação. Com base na análise probabilística, constatamos que há uma significativa realização da monotongação no falar do Norte do país, além disso, os fatores não linguísticos se mostraram mais relevantes do que os fatores linguísticos. Para expor os resultados aos quais chegamos, elaboramos dezoito cartas que contemplam os itens lexicais mais produtivos em termos de variação e mais três cartas gerais que contemplam a variação do fenômeno nas dimensões diatópica, diagenérica e diageracional.

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Estudo geossociolinguístico da variação lexical na zona rural do estado do Pará
Regis José da Cunha Guedes

Este estudo tem por objetivo principal mapear uma parcela do corpus coletado por pesquisadores do projeto GeoLinTerm para a elaboração do Atlas Geossociolinguístico do Pará (ALIPA) no intento de projetar imagens prévias desse, no que se refere à variação lexical na zona rural do Estado. Para tanto, foram cartografados dados de doze municípios, sendo dois de cada uma das seis mesorregiões paraenses, quais sejam: Santarém e Oriximiná (Mesorregião do Baixo Amazonas); Anajás e Breves (Mesorregião do Marajó); Castanhal e Santo Antônio do Tauá (Mesorregião Metropolitana de Belém); Abaetetuba e Bragança (Mesorregião Nordeste); Altamira e Itaituba (Mesorregião Sudoeste); e Conceição do Araguaia e Redenção (Mesorregião Sudeste). Foram adotados os pressupostos teórico-metodológicos da Dialetologia e da Geografia Linguística, essas que, com o advento da Sociolinguística Labovina, passaram a controlar variantes sociais, como: sexo, idade, escolaridade dos informantes, além da variante geográfica tradicionalmente estudada, o que resultou no que se entende hoje por multidimensionalidade nos atlas linguísticos. Os dados foram selecionados, transcritos foneticamente, cartografados e discutidos. As análises foram realizadas no intuito de dar conta das dimensões diatópica, diagenérica e diageracional da variação ocorrida na fala dos informantes. Tratando as lexias cartografadas em cada carta lexical, foi realizado um levantamento do registro dessas lexias em dicionários de língua portuguesa e em outros estudos dialetológicos. Além disso, as variantes sociais são quantificadas em gráficos que demonstram as porcentagens de ocorrências das lexias mais recorrentes em cada carta. Como resultados obtivemos a produção de cinquenta cartas lexicais, dentre as quais, foram selecionadas as trinta mais produtivas do ponto de vista da variação lexical para serem apresentadas e discutidas neste trabalho. Observou-se que, em linhas gerais, se tomarmos o critério da predominância, os dados cartografados se organizam em agrupamentos lexicais de três tipos, formados a partir da distribuição geolinguística das lexias nos pontos de inquérito.

Palavra chave: Sociolinguística, Geografia linguística, Dialetologia, Variação lexical, Pará - Estado, Amazônia brasileira

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TERMINOLOGIA DA CARPINTARIA NAVAL DE ABAETETUBA/PA
Maria de Jesus Nascimento Quaresma

O trabalho que a seguir se apresenta tem como principal enfoque os termos utilizados pelos profissionais da carpintaria naval, desenvolvida em Abaetetuba/PA. Na elaboração do glossário, considerou-se um corpus proveniente do discurso oral de 20 construtores navais artesanais, no qual se buscou identificar a ocorrência de variantes terminológicas. Na extração das unidades terminológicas e a organização do glossário contou-se com o auxílio das ferramentas computacionais WordSmith Tools e Lexique Pro. O glossário apresenta 310 verbetes distribuídos em 04 campos semânticos, a saber: pré-fabricação, edificação, acabamento e produtos. A contemplação da temática justifica-se pelo fato de a carpintaria naval apresentar relevância socioeconômica para o município, assim como pela necessidade de organização e documentação dos termos provenientes desse domínio profissional. Os métodos da pesquisa seguiram os princípios da Socioterminologia, abordagem que considera o termo sob a perspectiva linguística da interação social. Assim, os postulados teórico-metodológicos da Socioterminologia sustentaram a descrição das unidades terminológicas e possibilitaram categorizar as variantes encontradas no corpus pesquisado, em lexicais morfológicas e sintáticas. Os dados linguísticos encontrados demonstraram que as unidades terminológicas da carpintaria naval são passíveis de variações e, portanto responsáveis por uma nova leitura da terminologia, uma vez que deixa de ser possível considerar o termo como uma unidade unívoca de significado. Neste sentido, com a elaboração deste trabalho buscam-se oferecer informações organizadas a pesquisadores, docentes e discentes, como também, aos interessados pelo léxico especializado da atividade profissional pesquisada.

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GLOSSÁRIO DA CERÂMICA ARTESANAL DO DISTRITO DE ICOARACI (BELÉM-PA)
Eliane Oliveira da Costa

O presente trabalho consiste em um estudo sobre a terminologia utilizada na produção de cerâmica artesanal no Distrito de Icoaraci (Belém/PA). Trata-se de uma pesquisa que teve como objetivo principal organizar, com base nos princípios teórico-metodológicos da Socioterminologia, conforme Gaudin (1993) e Faulstich (1990, 1995, 1996, 1998, 2009 e 2010), um glossário socioterminológico dessa atividade, a partir da delimitação de sete campos semânticos, a saber: extração da argila, beneficiamento, confecção da peça, queima, decoração, pintura e comercialização. A escolha desse tema justifica-se no âmbito do projeto Terminologia e Socioterminologia (SocioTerm), que busca descrever e documentar o léxico de atividades de grande importância social, cultural e econômica no Estado do Pará, o que contribui para o conhecimento e para a preservação do léxico do português paraense. A coleta de dados foi realizada in loco, sendo o corpus desta pesquisa constituído por 13 entrevistas feitas com os profissionais da cerâmica. O trabalho utilizou os softwares computacionais Transana (versão 2.12), WordSmith Tools (versão 5.0) e Lexique Pró (versão 3.5) no manuseio dos dados, tendo em vista o que cada um deles pode proporcionar a estudos desta natureza. O desenvolvimento desta pesquisa resultou num glossário composto por 463 entradas, sendo 324 termos e 139 variantes. Espera-se que ele seja útil à comunidade do Paracuri em geral e também aos pesquisadores de outras áreas do conhecimento que tomam o universo da cerâmica icoaraciense como campo de investigação.

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VARIAÇÃO DAS MÉDIAS PRETÔNCAS NA REGIÃO NORTE
Marcelo Pires Dias

A presente dissertação tem por objetivo descrever o comportamento das vogais médias pretônicas e com base no falar de informantes de seis capitais da região Norte do Brasil, a saber: Belém-PA, Manaus-AM, Rio Branco-AC, Macapá-AP, Porto Velho-RR e Boa Vista-RO. A pesquisa se justifica pela importância de se descrever a variedade do português brasileiro falado na Amazônia brasileira e por contribuir para descrição linguística do português brasileiro (PB). Foram usados dados dos questionários fonético-fonológico (QFF) e semântico-lexical (QSL), instrumentos de coleta dos dados do Atlas Linguístico do Brasil(ALiB). Os dados foram transcritos a partir do uso do Transcriber e, em seguida, submetidos ao uso do programa de regra variável Varbrul que forneceu os pesos relativos úteis para a análise e reflexão linguística variacionista. Os grupos de fatores instituídos para a descrição e análise linguística do comportamento das médias pretônicas foram os seguintes: natureza da vogal tônica, distância entre a vogal tônica e pretônica, segmento do onset da pretônica, segmento do onset da sílaba seguinte, sexo, escolaridade, faixa etária e procedência do informante. Foram encontradas as variantes [i], [e] e [ɛ] para variável . Para encontrou-se [u], [o] e [ɔ]. Os resultados apontam [e] e [o] como as variantes mais freqüentes no falar do Norte do país.

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VARIAÇÃO DAS OCLUSIVAS ALVEOLARES /T/ E /D/ NO FALAR PARAENSE
Cyntia de Sousa Godinho

O presente trabalho descreve e analisa a palatalização das oclusivas alveolares /t/ e /d/ seguidas de [i] no falar de 32 informantes paraenses, a partir de dados coletados pelo projeto ALiB – Atlas Linguístico do Brasil, Regional Norte, em oito cidades do Pará (Almeirim, Altamira, Belém, Bragança, Jacareacanga, Marabá, Óbidos e Soure). A análise dos dados foi fundamentada nos pressupostos teórico-metodológicos da Variação Linguística, de Labov (1972, 2008) e da sociolinguística quantitativa (GUY; ZILLES, 2007). Foram observados 1.539 contextos de /t/ e /d/ diante de [i], constantes dos questionários Fonético-Fonológico (QFF) e Semântico-Lexical (QSL), do ALiB, que, depois de codificados, foram submetidos a tratamento estatístico com o uso do programa de análise multivariada Goldvarb X, afim de determinar as variáveis linguísticas e extralinguísticas favorecedoras do processo. Os resultados demonstram que a palatalização das oclusivas alveolares é um fenômeno semicategórico no falar paraense, encontrando-se estável. A variável está ligada, principalmente, a fatores linguísticos e geográficos.

Palavra chave: Sociolinguística, Palatalização, Oclusivas alveolares, Variação linguística

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GLOSSÁRIO DA TERMINOLOGIA DO CORTE BOVINO EM MUNICÍPIOS DO PARÁ
Rejane Umbelina Garcez de Oliveira

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Os termos da meliponicultura: uma abordagem socioterminológica
Luciane Chedid Melo Borges

O presente trabalho apresenta um glossário ilustrado da Meliponicultura, a criação de abelhas-sem-ferrão, em duas versões, eletrônica e impressa, desenvolvido à luz dos princípios fundamentais da Socioterminologia. Com um corpus constituído por 197 textos de diferentes gêneros — livros, artigos científicos, boletins informativos, apostilas, dissertações e teses, artigos de divulgação, cartilhas, artigos escritos por meliponicultores, trabalhos apresentados em congressos, textos publicados em sites na internet e apresentações de slides —, buscouse descrever termos que circulam no âmbito desse domínio especializado, bem como identificar suas variações terminológicas. O levantamento dos termos foi feito com o auxílio do programa WordSmith Tools e a organização do glossário, com o programa LexiquePro, ferramentas computacionais que propiciam agilidade e precisão ao processo de extração e organização das unidades terminológicas. O glossário está organizado em ordem alfabética nas duas versões e, na versão eletrônica, também apresenta um sistema de busca analógico, por campos semânticos. Ao todo, apresenta 523 verbetes, dentre os quais 177 são compostos por variantes e 147 são ilustrados, distribuídos em nove campos semânticos principais e 18 subcampos. A escolha da Meliponicultura como temática justifica-se pelo fato de esta atividade estar em plena expansão, não só no Brasil, mas em todo o mundo, e, sobretudo, pela projeção socioeconômica que ela representa para o Estado do Pará, especialmente por seu alinhamento com os conceitos de diversificação e uso sustentado da terra na Amazônia. Acredita-se que a organização de um produto socioterminológico sobre a Meliponicultura e sua disponibilização à sociedade representa, antes de tudo, a importante função da pesquisa terminológica de organizar e disseminar o conhecimento, visando favorecer a comunicação entre os interessados por essa atividade, entre eles meliponicultores, pesquisadores, docentes e estudantes. Embora este trabalho tenha tido como foco dados escritos, assumiu-se a premissa de que os dados linguísticos devem ser analisados em seu contexto real de uso, pois partiu-se do pressuposto de que não se pode entender a língua como um fenômeno isolado de variáveis extralinguísticas e sem relação com seus usuários.

Palavra chave: Socioterminologia, Meliponicultura, Abelha-de-ferrão, Linguística, Glossário, Amazônia brasileira

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DISTRIBUIÇÃO GEOSSOCIOLINGUÍSTICA DA LATERAL PALATAL /LH/ NOS ESTADOS DO AMAPÁ E PARÁ
Maria Eneida Pires Fernandes

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GLOSSÁRIO TERMINOLÓGICO DA CULTURA DO CACAU EM MEDICILÂNDIA-PA
Celiane Souza Costa

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A DISTRIBUIÇÃO GEOSSOCIOLINGUÍSTICA DA VARIÁVEL PRETÔNICA NO PORTUGUÊS FALADO NO ESTADO DO PARÁ
Edinaldo Gomes dos Santos

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GLOSSÁRIO SOCIOTERMINOLÓGICO DA CULTURA DA FARINHA
Elias Maurício da Silva Rodrigues

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A VARIÁVEL (R) POSVOCÁLICA MEDIAL DO AMAPÁ E PARÁ: UM ESTUDO GEOSSOCIOLINGUÍSTICO
Celeste Maria da Rocha Ribeiro

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DISTRIBUIÇÃO GEOSSOCIOLINGUÍSTICA DO DITONGO ‘EJ’ NO PORTUGUÊS FALADO NO ESTADO DO PARÁ
Maria Adelina Rodrigues de Farias

Este trabalho tem por objetivo apresentar os resultados de um estudo sobre a simplificação do ditongo decrescente /ej/ no português falado no Estado do Pará, localizado ao Norte do Brasil, com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolingüística Variacionista e da Geografia Linguística. Trata-se, portanto, de uma abordagem Geo-Sociolingüística, a qual relaciona fenômenos lingüísticos a comportamentos sociológicos e geográficos, que impõem e são impostos por normas específicas nas mais diversas manifestações da vida em sociedade. O corpus que se utilizou para a análise foi levantado a partir de questionários do Projeto Atlas Lingüístico do Brasil (ALiB), e está composto de entrevistas aplicadas a informantes previamente selecionados por meio de critérios também definidos a priori. Foram utilizados três questionários – QFF (Questionário Fonético-Fonológico), QSL (Questionário Semântico-Lexical) e QMS (Questionário Morfossintático) – além de perguntas sobre questões de pragmática, discurso semi-dirigido e texto reproduzido via leitura. Todo esse material foi elaborado pela equipe do projeto ALiB e aplicado por diretores científicos e suas respectivas equipes. Abrange a transcrição grafemática de todo o corpus e fonética do QSL e QFF, além da triagem dos itens lexicais continentes do ditongo supracitado que o corpus apresentou, para que estes pudessem ser submetidos à análise probabilística do programa computacional VARBRUL. Obtidos os resultados estatísticos, buscou-se interpretar os dados à luz das pesquisas já apresentadas sobre a variável no Brasil, além daquelas que serviram de base às problematizações acerca do fenômeno em língua portuguesa. Com base nessa interpretação, verificamos que, do ponto de vista lingüístico, o ditongo /ej/ apresenta restrições estruturais à sua realização plena; e que, do ponto de vista extralingüístico, há uma significativa distribuição dessas realizações no Estado ora pesquisado, que parece estar pautada em fatores dialetológicos, mas pouco relacionada a fatores sociais, exceto o fator escolaridade, que se mostrou relevante na aplicação da regra de monotongação ou na manutenção da semivogal do ditongo na fala do paraense.

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[cor]A variável (r) posvocálica medial nos estados do Amapá e Pará: um estudo geossociolinguístico[/cor]

Celeste Maria da Rocha Ribeiro
[texto_expandido numero="1" titulo="Resumo"]
Em breve
[/texto_expandido]

[cor]Distribuição geossociolinguística do ditongo  'ej' no português falado no Estado do Pará[/cor]

Maria Adelina Rodrigues de Farias 
[texto_expandido numero="2" titulo="Resumo"]
Este trabalho tem por objetivo apresentar os resultados de um estudo sobre a simplificação do ditongo decrescente /ej/ no português falado no Estado do Pará, localizado ao Norte do Brasil, com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolingüística Variacionista e da Geografia Linguística. Trata-se, portanto, de uma abordagem Geo-Sociolingüística, a qual relaciona fenômenos lingüísticos a comportamentos sociológicos e geográficos, que impõem e são impostos por normas específicas nas mais diversas manifestações da vida em sociedade. O corpus que se utilizou para a análise foi levantado a partir de questionários do Projeto Atlas Lingüístico do Brasil (ALiB), e está composto de entrevistas aplicadas a informantes previamente selecionados por meio de critérios também definidos a priori. Foram utilizados três questionários – QFF (Questionário Fonético-Fonológico), QSL (Questionário Semântico-Lexical) e QMS (Questionário Morfossintático) – além de perguntas sobre questões de pragmática, discurso semi-dirigido e texto reproduzido via leitura. Todo esse material foi elaborado pela equipe do projeto ALiB e aplicado por diretores científicos e suas respectivas equipes. Abrange a transcrição grafemática de todo o corpus e fonética do QSL e QFF, além da triagem dos itens lexicais continentes do ditongo supracitado que o corpus apresentou, para que estes pudessem ser submetidos à análise probabilística do programa computacional VARBRUL. Obtidos os resultados estatísticos, buscou-se interpretar os dados à luz das pesquisas já apresentadas sobre a variável no Brasil, além daquelas que serviram de base às problematizações acerca do fenômeno em língua portuguesa. Com base nessa interpretação, verificamos que, do ponto de vista lingüístico, o ditongo /ej/ apresenta restrições estruturais à sua realização plena; e que, do ponto de vista extralingüístico, há uma significativa distribuição dessas realizações no Estado ora pesquisado, que parece estar pautada em fatores dialetológicos, mas pouco relacionada a fatores sociais, exceto o fator escolaridade, que se mostrou relevante na aplicação da regra de monotongação ou na manutenção da semivogal do ditongo <ej> na fala do paraense.

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Glossário da Indústria do Alumínio: uma abordagem socioterminológica
Arlon Francisco Carvalho Martins

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Variações do fonema lh no falar de 04 localidades do sudeste do Pará: uma descrição geossociolinguística
Carlene Ferreira Nunes

Este trabalho trata da variação do fonema /lh/ no falar de 04 (quatro) cidades do Sudeste do Pará, a citar: Tucuruí, Itupiranga, Curionópolis e Dom Eliseu. Tais municípios têm recebido, desde sua fundação até os dias atuais, migrantes das mais diversas regiões do país. A constituição heterogênea da população - devido principalmente, ao intenso fluxo migratório a que foram submetidas - provocou nessas comunidades o surgimento de uma variedade lingüística que apresenta, hoje, traços fonéticos de várias regiões do país. A pesquisa segue o modelo da Sociolingüística Quantitativa (Labov, 1972), assim como também faz uso dos pressupostos da Geografia Lingüística (Brandão, 1991), no sentido de melhor entender a relação entre o espaço geográfico e os fatos lingüísticos . O corpus analisado é composto de 4756 dados extraídos de 46 relatos de experiências pessoais e questionário aplicado junto a 46 informantes da zona urbana, todos residentes naquelas cidades. A estratificação social obedece aos seguintes critérios sociolingüísticos: sexo, escolaridade e faixa etária. Foram considerados também aspectos lingüísticos que condicionam a variação do fonema /lh/.Levando em consideração os fenômenos externos, percebeu-se que a variável, grau de escolaridade, influi na produção do fenômeno fonético aqui tratado. O tratamento estatístico dos dados foi realizado por meio do pacote de programas VARBRUL, o qual nos forneceu resultados quantitativos, a freqüência e os pesos relativos dos fatores de natureza lingüística e social. Encontramos seis variantes do fonema // nas comunidades pesquisadas.

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Glossário semi-sistemático da terminologia do pescado em Santarém[/cor]
Lucivânia Pereira de. Carvalho

O presente trabalho tem como objetivo apresentar o resultado de uma pesquisa terminológica descritiva acerca das unidades de conhecimento especializado relacionadas ao domínio do pescado, através da organização desses elementos em um glossário. Para a concretização deste objetivo, a metodologia utilizada de levantamento do corpus desenvolveu-se através de entrevistas com profissionais da área em questão e baseia-se na língua falada. Tal pesquisa foi realizada em bairros que estão localizados às margens dos rios Tapajós e Amazonas na cidade de Santarém-PA. O trabalho apresenta-se organizado em dois pilares: a organização do glossário constituído pelo que se adotou chamar de terminologia do pescado, fundamentado em orientações teórico-metodológicas da Teoria Comunicativa da Terminologia e da Socioterminologia e em considerações a respeito das características lingüísticas dos termos constantes no glossário. Os termos compilados foram organizados em quatro campos conceituais, a saber: 1) tipos, partes, comercialização, preparo e culinária do pescado; 2) tipos de arreios e materiais envolvidos em sua confecção; 3) tipos de embarcação e de materiais envolvidos em sua confecção; 4) espaços geográficos e fenômenos da natureza relacionados à atividade da pesca. Como os termos compilados no glossário são extraídos da modalidade falada da língua, seus conceitos e definições foram elaborados baseados no discurso oral deste grupo socioprofissional. Os termos inventariados no glossário perfazem um total de 464 elementos. Este trabalho destina-se a terminógrafos, lexicógrafos, pesquisadores e estudiosos que se interessem de forma direta ou indireta pelo estudo do léxico e da terminologia do pescado.

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Línguas em Contato no Oiapoque: as comunidades indigenas Karipuna
Waldenise Maria Marins Guedes

Esta pesquisa está direcionada à análise da situação sociolingüística de cinco aldeias nas Terras Indígenas Uaçá no município do Oiapoque no Estado do Amapá: Espírito Santo, Taminã, Cutiti, Santa Isabel e Txipidon. Nesse contexto duas línguas estão presentes, quais sejam, língua crioula e língua portuguesa. O objetivo deste trabalho está centrado no reconhecimento da real situação sociolingüística desse espaço de lingüístico-geográfico, vislumbrando a língua materna da etnia, as comunidades, a situação dos sujeitos bilíngües, os usos sociais das línguas e situação escolar em contexto bilíngüe. A análise é embasada na concepção de diglossia sem estabilidade e de bilingüismo como fenômeno não estável, situado, com definição de sujeito bilíngüe relacionado ao contexto em que as línguas se encontram. A situação escolar é vista tendo por base os planejamentos lingüísticos de Hamel. Os dados são analisados sob a ótica da metodologia descritivo-interpretativa, com dados quantitativos auxiliando na descrição qualitativa da pesquisa. Moradores das cinco aldeias e professores índios e não índios fazem parte do corpus da pesquisa. Os resultados confirmam a língua portuguesa como a mais representativa, no repertório verbal das aldeias Santa Isabel e Txipidon e a língua crioula como língua materna de Espírito Santo, Taminã e Cutiti, aldeias de uma etnia em comum, a Karipuna.. Essas comunidades estão em conflito diglóssico, com a língua portuguesa ocupando espaço da língua crioula em alguns domínios lingüísticos. Confirma-se o bilingüismo apresentado pelos falantes como relativo ao contexto, com graus diferenciados de bilinguidade em cada aldeia, considerando-se as quatro habilidades lingüística: compreender, falar, ler e escreve. Essa é a situação que deve ser considerada pela escola em seus planejamentos lingüísticos e não somente as diferentes línguas maternas das comunidades.

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O Espanhol em Belém: atitudes e políticas linguísticas
Nélia de Almeida Martins

A presença da língua espanhola no Brasil, nos últimos dez anos, vem alcançando um prestígio nunca antes visto. Professores, pesquisadores e algumas universidades brasileiras, através de seminários e congressos vêm, cada vez mais, se reunindo para a discussão de diversos assuntos inerentes ao ensino/aprendizagem da língua espanhola no Brasil. Este trabalho, por enquanto inédito em Belém, visa, através das atitudes desenvolvidas por alunos universitários de espanhol dos cursos de Administração, Letras e Secretariado Executivo Bilingüe, além de professores de espanhol, gestores e profissionais liberais da cidade de Belém, mostrar como a cidade olha em direção desse caminhar do espanhol no Brasil. Para complementar o trabalho, um estudo sobre as políticas lingüísticas do ensino do espanhol no Brasil também será apresentado.

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Terminologia da pesca em Soure-Marajó: uma perspectiva socioterminológica
Ideval da Silva Velasco

Em breve

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Estudo geossociolinguístico do /r/ posvocálico interno na cidade de Cametá -PA
Alcides Fernandes de Lima

Relacionando fatores lingüísticos e sociais, com base na metodologia da Sociolingüística Quantitativa proposta por William Labov e David Sankoff, analisa-se a variação fonética do R em contexto posvocálico não-final na fala espontânea de 42 informantes da cidade de Cametá/PA, estratificados socialmente por sexo, idade, escolaridade e renda. As variantes encontradas foram: [h/H], [|], [¼], [Ç], [r], [j/w] e [X/V] (fonte IPAkiel). Foram selecionadas para análise, por ordem decrescente de freqüência: [h/H], [|], [¼], [Ç], e [r]. Neste trabalho, dentre outros objetivos, pretende-se verificar se a variação da pronúncia do R em Cametá/PA traduz uma tendência nacional, regional ou local. Para tanto, empreendeu-se um levantamento (um mapeamento) dos estudos sobre o R no Brasil, avaliando a relevância de fatores lingüísticos e sociais no condicionamento da variação fonética dessa variável.

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Minina bunita. olhos esverdeadoss : um estudo variacionista da nasalização pretônica no Portugûes falado na cidade de Breves-Pa Orlando Cassique Sobrinho Alves

Em breve

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A realização variável dos ditongos [ow] e [ej] no Português falado em Altamira/PA Raquel da Silva Lopes

Em breve

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Variações dos fonemas palatais lateral e nasal no falar de Marabá-PA[/cor] Eliane Pereira Machado Soares

A diversdidade lingüística na cidade de Marabá, Estado do Pará, leva-nos a fixar nosso estudo nas realizações dos fonemas palatais lateral e nasal. A partir de um corpus coletado junto a 42 informantes nascidos naquela cidade, efetivamos uma análise dos dados obtidos dentro dos pressupostos teóricos da Sociolingüística Quantitativa, de forma que a esstratificação social da amossstra obedece aos seguintes critérios sociolingüísticos: sexo, escolaridade, faixa etária, renda e estilo de fala. O tratamento dos dados leva em contra, além das variáveis sociais, as variáveis lingüísticas que condiconam o fenômeno de variação em estudo. Utilizamo-nos da ferramenta computacional (VARBRUL 96-97-98) para o levantamento estatístico das variáveis dependentes e para o cálculo dos pesos relativos das variáveis independentes consideradas significativas neste trabalho.

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MANUTENÇÃO E APAGAMENTO DO (r) FINAL DE VOCÁBULO NA FALA DE ITAITUBA
Marilucia Barros de Oliveira

O (r) final de vocábulo é uma das variáveis que apresenta mais variantes na língua Portuguesa. Dentre elas, está o zero fonético, que parece constituir-se numa realização já bastante produtiva em Itaituba, cidade localizada no sudoeste do estado do Pará. As variantes encontradas para o (r) final de vocábulo nesta cidade parecem caracterizar um processo de posteriorização e fricativização pelo qual passa essa variável, que culmina com o apagamento desse fonema nesta posição. Esse apagamento é geralmente precedido por uma realização glotal, e deixa, em geral, como resquício, o prolongamento da vogal que antecede a variável. Este trabalho é resultado de pesquisa de cunho sociolingüístico, baseado na teoria variacionista de Labov. Apresenta a probabilidade de ocorrência de apagamento da variável (r), além de referir as variantes usadas pelos falantes quando de sua manutenção. Utilizou-se para o tratamento dos dados analisados o pacote computacional VARBRUL. A amostra se compõe de 35 informantes socialmente estratificados. Os dados analisados foram extraídos de relatos pessoais desses falantes, e têm a duração média de 20 minutos. Os resultados mostram tendência ao apagamento.

Palavra chave: apagamento, manutenção, variável, variantes, sociolingüística.

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As vogais médias pretônicas no falar da cidade de Bragança
Simone Negrão de Freitas

Este estudo, orientado pelo método da Sociolingüística Quantitativa, examina o comportamento das vogais médias pretônicas /e/ e /o/ do falar da cidade de Bragança-Pará. As estruturas silábicas básicas consideradas foram CV e CVC, em posição inicial e medial de palavra. Foram submetidos à análise quantitativa dados de 32 informantes estratificadamente distribuídos por faixa etária, sexo, escolaridade e renda. Os resultados apontaram para: a predominância das variantes médias [e] e [o], fortemente favorecidas por vogais médias; para a alta ocorrência da variantes baixas [E] e [], favorecidas por vogais baixas; e para a menor freqüência das variantes altas [i] e [u], principalmente favorecidas pela vogal alta da sílaba seguinte. A contiguidade da vogal contextual foi considerada traço determinante nesses casos de favorecimento.

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Socioterminologia: o léxico do Caranguejo em Bragança
Alessandra Martins Matos Vasconcelos

O presente trabalho consiste em uma proposta para a elaboração de um glossário semi-sistemático das atividades profissionais relacionadas com o caranguejo, a saber: Tiração, Catação e Comercialização, desenvolvidas no município de Bragança-PA. O trabalho apresenta-se estruturado com base em dois pontos: a organização de um glossário composto dos termos da Terminologia do Caranguejo (expressão adotada por nós para fazermos referência à terminologia em questão), baseada nas orientações teórico-metodológicas da Socioterminologia, e uma breve consideração sobre as características lingüísticas dos termos do glossário. Os termos foram organizados em campos semânticos e somam um total de 300 termos de um corpus de língua falada. O levantamento de tal corpus se justifica pela quase ausência de trabalhos escritos sobre a área do conhecimento humano em análise, sendo a terminologia da mesma realizada, basicamente, por meio da oralidade. Desta feita, os conceitos e definições dos termos do glossário, foram elaborados a partir do discurso dos informantes. O trabalho destina-se, ainda, a terminógrafos, lexicógrafos, tecnólogos e pesquisadores afins, que se interessem pelo estudo do léxico e pela Terminologia do Caranguejo. Compartilhando as considerações feitas por Fonseca (1997), acreditamos que a feitura de obras desta natureza justifica-se por instaurar um diálogo e favorecer o intercâmbio terminológico entre profissionais de uma mesma área do saber humano.

p style="text-align: justify;">Palavra chave:

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Variações do /s/ pós-vocalico na fala de Belém
Rosana Siqueira de Carvalho

Neste trabalho de investigação lingüística, estudamos a variação do /s/ pósvocálico na fala de informantes belenenses. Para sistematizar a variação do fenômeno estudado, que apresenta quatro realizações fonéticas: as alveolares [s, z], as palatais [£, ˆ], a glotal [h], o zero fonético [ø], baseamo-nos na abordagem teórico-metodológica da Teoria da Variação de Labov (1972) e nos postulados de Scherre & Macedo (1991) com intuito de analisar quantitativamente a pronúncia atual desses falantes, pelos itens lexicais, verificando a freqüência e probabilidade dos grupos de fatores lingüísticos e extra-lingüísticos por meio do pacote de programas Varbrul. Pretendemos, também, comparar o nosso estudo com os de outros trabalhos que descreveram o mesmo fenômeno em falantes de vários pontos lingüísticos do Brasil.

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Teses

Em breve

Artigos

Em breve

Livros

Acervo de livros do projeto GeoLinTerm

Capítulos de livros

Em breve