Simpósios Temáticos

ST01: Geossociolinguística
Prof.ª Dr.ª Marcela Paim (UFBA)

A Geossociolinguística vem, ao longo dos anos, contribuindo para a descrição da Língua Portuguesa e lançando novos olhares para o seu ensino institucionalizado. Esse ramo dos estudos linguísticos tem rendido discussões sobre a diversidade linguística, o que se reflete em abordagens centradas na realidade do alunado e na promoção de políticas linguísticas para o ensino da língua materna na educação básica. Para este simpósio, propomos o debate de trabalhos de cunho geossociolinguístico, em que serão discutidas as pesquisas que focalizam teorias, metodologias da recolha do corpus, tratamento e análise de dados de língua em uso, nos níveis fonético-fonológico, morfossintático e semântico-lexical, considerando tanto o caráter sincrônico quanto o diacrônico. Pretende-se com este simpósio reunir algumas das muitas pesquisas sobre a variação linguística no Brasil, a fim de promover o intercâmbio na troca de experiências e a consequente contribuição para o avanço dos estudos geossociolinguísticos no Brasil.

Palavras-chave: Língua portuguesa. Variação. Geossociolinguística.

ST02: Cenários Periféricos da Política Linguística Educativa Brasileira
Prof.ª Dr.ª Kelly Cristina Nascimento Day (UEAP)
Prof.ª Dr.ª Marina Mello de Menezes Felix de Souza (UEAP)

Este simpósio tem por proposta reunir trabalhos no âmbito da política linguística cujas análises reflitam sobre as recentes políticas que permeiam regiões fronteiriças, de imigração e indígenas no Brasil. Nesse âmbito, considerando a fronteira e regiões onde se encontram comunidades de imigração e comunidades indígenas como um espaço de resistência, buscamos pensar o papel das políticas linguísticas para o ensino de línguas estrangeiras, de línguas de imigração e de línguas indígenas na sociedade contemporânea. O processo de invisibilidade das variadas identidades brasileiras em documentos oficiais mostram a necessidade de ponderarmos sobre o impacto de recentes imposições federais nos cenários linguísticos supra citados e de se avaliar a pertinência das políticas linguísticas educativas atuais. Assim, correlacionando as diferentes dimensões da política linguística brasileira (politicas oficiais e não oficiais, mecanismos e instrumentos), com vistas a discutir a atual política nacional de ensino de línguas a partir de um mapeamento linguístico, os trabalhos aqui reunidos contemplarão diferentes abordagens, dentre elas as sociolinguísticas, discursivas ou ecolinguísticas.

Palavras-chave: Política linguística. Identidades brasileiras. Ensino de línguas.

ST03: Práticas Sociais e Letramento Digital: gêneros discursivos, cultura visual e cibercultura
Prof.ª Dr.ª Ana Cleide Vieira Gomes Guimbal de Aquino (UFRA)

A temática desse simpósio perpassa sob o enfoque dos gêneros discursivos e da apropriação destes pela esfera e meio digital e de que forma novas formas de materialidade são constituídas e são apropriadas como práticas sociais do cotidiano escolar. Nesse sentido, o objetivo desse simpósio é discutir os novos gêneros discursivos mediados pelas redes digitais de consumo e a produção de dados que aumenta diariamente, com uma profusão de materialidades discursivas. Como pressupostos teóricos, pode-se considerar estudos de Análise do Discurso. Serão aceitos trabalhos que articulem a AD relacionada ao ensino-aprendizagem de línguas, à descrição das esferas de atividade, bem como os diferentes gêneros discursivos utilizados nas variadas estratégias e metodologias de ensino.

Palavras-chave: Gêneros discursivos. Letramento digital. Práticas sociais. Cibercultura. Tecnologia.

ST04: Os Nomes de Lugares: diversidade e identidades
Prof.ª Dr.ª Carmen Lúcia Reis Rodrigues (UFPA)

Os nomes de lugares, ou seja, os topônimos, são em geral reflexos de aspectos de natureza diversa – físicos, sociais, históricos e religiosos, por exemplo – que envolvem o local nomeado e explicam o motivo do surgimento do topônimo. Para a compreensão da motivação do designativo, faz-se necessário, muitas vezes, o conhecimento de sua origem e de seu significado etimológico. Quanto à etimologia, é possível termos, em uma mesma área toponímica, “topônimos vinculados a diferentes sistemas de línguas” (DICK, 1990, p. 57), caracterizando dessa forma a diversidade linguística do lugar, mesmo que esta permaneça restrita aos topônimos e aos grupos identitários que habitam, ou habitaram, o local.  Sendo assim, este simpósio tem como intenção reunir trabalhos com foco na pesquisa toponímica, em uma perspectiva sincrônica ou diacrônica, relacionados à variação e mudança do topônimo, à formação, à estrutura e à motivação do signo toponímico, além de outras questões relativas a esse campo de estudo.

Palavras-chave: Toponímia. O signo toponímico. Etimologia do topônimo. Diversidade linguística. 

ST05: Português em Comunidades Tradicionais
Prof. Dr. Regis da Cunha Guedes (UFRA/GeoLinTerm)
Prof.ª Dr.ª Eliane Oliveira da Costa (GeoLinTerm/UEPA)

Dado o desenvolvimento no Brasil, e especialmente na Amazônia, de pesquisas nas áreas de dialetologia, sociolinguística, geossociolinguística, etnolinguística, linguística antropológica e outras áreas que versam sobre a variação do português em comunidades tradicionais, propusemos este simpósio que visa abranger estudos feitos sobre as variedades do português falado em comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores dentre outras, bem como os que tratam das situações de contato linguístico em comunidades de fala bilíngues, ou plurilíngues envolvendo a língua portuguesa e/ou seu ensino.

Palavras-chave: Variação. Comunidades Tradicionais. Português. Contato Linguístico

ST06: Não Confunda Alhos com Bugalhos: pesquisa em Fraseologia e Terminologia no Projeto GeoLinTerm
Prof.ª Dr.ª Carlene Ferreira Nunes Salvador (GeoLinTerm/SEDUC/UEPA)
Prof.ª Dr.ª Rejane Umbelina Garcez Santos de Oliveira (GeoLinTerm)

Tratar cientificamente a diversidade linguística, sobretudo a que se manifesta no léxico, nível da língua considerado mais dinâmico, aberto e sensível às mudanças, não poderia pretender a adoção de uma única perspectiva de estudo, razão pela qual se convencionou no Brasil agrupar diferentes disciplinas inter-relacionadas sob o guarda-chuva das ciências do léxico. Assim, em consonância com a proposta do VIII SEGEL e diante do significativo aumento de pesquisas de cunho terminológico e, mais recentemente fraseológico, no âmbito do projeto GeoLinTerm (RAZKY; LIMA; OLIVEIRA, 2010), o presente simpósio objetiva reunir diferentes pesquisas, concluídas ou em andamento, na Terminologia e/ou na Fraseologia, para que se possa levantar a bandeira da socialização dessas investigações e a consequente divulgação dessas áreas de investigação no Brasil, criando-se um círculo de discussão a partir da apresentação de resultados parciais ou finais de pesquisas que tenham, como objeto de estudo, a descrição e a análise terminológica e/ou fraseológica de língua portuguesa na Amazônia, seja em uma perspectiva teórica, seja em uma perspectiva aplicada e/ou contrastiva. Desse modo, convidam-se pesquisadores, alunos de pós-graduação, de graduação e público em geral interessados pelas temáticas que envolvem o arcabouço fraseoterminológico a contribuir com relatos de trabalhos oriundos de suas pesquisas, assumindo-se a perspectiva fraseológica francesa de Mejri (1997, 2012), o que não impede que haja a contribuição de pesquisadores de outras escolas, além da orientação terminológica. Espera-se, portanto, que os trabalhos inscritos apresentem critérios metodológicos adotados em pesquisas realizadas e façam a relação da Terminologia/Fraseologia contemplando as contribuições da própria Fraseologia ou de disciplinas com as quais costuma interagir.

Palavras-chave: Fraseologia. Terminologia. GeoLinTerm. Pesquisas na Amazônia.

ST07: Lexicologia, Terminografia e as Língua de Sinais: um trilhar no universo linguístico e tradutório
Prof.ª Dr.ª Patrícia Tuxi (UnB)
Prof.ª Dr.ª Machado (UFES)

A Lexicologia e a Terminologia no universo das línguas de sinais hoje representam áreas consolidadas tanto no campo da Linguística como dos Estudos da Tradução e da Interpretação. Este fato reflete o que hoje a linguagem de especialidade evidência nos discursos sociais, como forma de organização e pensamento do conhecimento científico e tecnológico hoje existente. Um exemplo, são as relações semânticas lexicais como hiponímia e meronímia que refletem as relações conceituais hierárquicas de tipo e parte de, respectivamente. Há também relações semânticas não hierárquicas de agência, causa, resultado e localização dentre outras, que enriquecem a representação conceitual de unidades de conhecimento especializadas. Tais relações são estudadas através da análise de conhecimento ou padrões léxico-sintáticos, que ligam os termos em uma proposição. Na mesma medida, os estudos da semântica lexical também precisam de um foco nos Estudos da Tradução onde, o termo de especialidade possui um vasto campo já explorado pelas Línguas de Sinais e que hoje caminham para a Tradução e Interpretação das línguas de sinais. Dessa forma esse Simpósio tem como objetivo reunir pesquisadores que estão desenvolvendo trabalhos nas área de Linguística da Língua de Sinais e Estudos da Tradução e Intepretação das línguas de sinais, com foco em Lexicologia, Terminografia em interlocução com as Ciências e Tecnologias do Brasil e do Mundo. O Simpósio reunirá dez pesquisas ligadas ao tema no qual os apresentadores terão de 10 a 15 minutos para realizarem suas apresentações em Libras ou em Língua Portuguesa. A final de suas apresentações, haverá 5 minutos dedicados às perguntas por parte dos participantes do simpósio.

ST08: Diversidade cultural e Formação docente na Educação Básica.
Profa Drª Isabel Cristina França dos S. Rodrigues (IEMCI/UFPA)
Profa Drª Francisca Maria Carvalho (IEMCI/UFPA)

O processo de ensino-aprendizagem traz para discussão diferentes encaminhamentos, conforme os contextos, nível escolar, sujeitos e objetos de ensino. Assim, ao pensarmos na Educação Básica, precisamos levar em consideração os atravessamentos e singularidades que contextualizam o trabalho com a língua e mobilizações dos saberes que podem ser mobilizados em se tratando das diferentes regiões. Nesse sentido, a Formação docente inicial e continuada implica a discussão que perpassa pela diversidade cultura, metodologias e perspectivas que favorecem os avanços dos alunos. Por isso, este simpósio objetiva analisar quais aspectos inseridos nas práticas docentes favorecem o processo de ensino-aprendizagem dos alunos. Trabalhos que visibilizem tais práticas nas interface com as diferentes áreas do conhecimento, gêneros textuais/discursivos, com as Novas Tecnologias, estratégias de ensino favorecendo a perspectiva da inclusão e da variação social de L1 e de L2 serão aceitos levando-se em conta que a Formação docente precisa favorecer os diferentes tipos de mediação.

Palavras- chave: Ensino-aprendizagem; Inclusão; Formação docente; Variação social.