Mesa-redonda

MR01: ATLAS LINGUÍSTICOS DA REGIÃO NORTE DO BRASIL
EIXO TEMÁTICO:ATLAS LINGUÍSTICOS
Abdelhak Razky (UFPA/UnB)
Edson Galvão Maia (IFAM)
Greize Alves da Silva (UFT)
Romário Duarte Sanches (UEAP/UFPA)

A Geolinguística é compreendida como um método linguístico, subordinada à Dialetologia. Seu objetivo principal é evidenciar a variação linguísticaem diferentes espaços geográficos e sociais. Como resultado desse tipo de investigação têm-se os atlas linguísticos, compostos por um conjunto de cartas linguísticas. Na região Norte do Brasil, nota-se que até meados dos anos 2000-2010 havia um número bem reduzido de atlas publicados, como o Atlas Linguístico do Amazonas – ALAM (CRUZ, 2004), o Atlas Linguístico Sonoro do Pará – ALiSPA (RAZKY, 2004) e o Atlas Linguístico da Mesorregião do Marajó/PA (SILVA, 2005). Atualmente, usufrui-se de novos atlas linguísticos publicados e em andamento, como o Atlas Geossociolinguístico do Pará (em andamento), o Atlas Linguístico do Sul Amazonense – ALSAM (MAIA, 2018), o Atlas Linguístico Topodinâmico e Topoestático do Estado do Tocantins – ALiTTETO (SILVA, 2018), o Atlas Etnolinguístico do Acre – ALAC (KARLBERG, 2018) e o Atlas Linguístico do Amapá – ALAP (RAZKY; RIBEIRO; SANCHES, 2017). Como base nesses trabalhos, esta proposta de mesa-redonda buscará discutir os novos rumos da pesquisa geolinguística na Amazônia brasileira, evidenciandocomo as variedades do português se apresentam no espaço pluridimensional da variação linguística.

Palavras-chave: Dialetologia. Geolinguística. Atlas Linguísticos.

MR02: LÍNGUA, CULTURA E SOCIEDADE: INTERFACES ENTRE A SOCIOLINGUÍSTICA E O ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NA UFPA
Prof.ª Dr.ª Rosana Assef Faciola (UFPA)
Prof. Dr. Marcus de Souza Araújo (UFPA)
Prof.ª Dr.ª Rosamaria Reo Pereira (UFPA)
Prof.ª Dr.ª Sílvia Helena Benchimol Barros (UFPA)

A estreita relação entre língua, cultura e sociedade no ensino e aprendizagem da língua estrangeira vem sendo estudada com ênfase no campo da Sociolinguística, com a preocupação de investigar a maneira pela qual o contexto social e os aspectos culturais influenciam na aprendizagem da Língua Estrangeira (LE). Por essa razão, aprender uma LE a partir de um contexto social não é apenas adquirir o conhecimento sistêmico e esquemático da língua-alvo (WIDDOWSON, 1990), mas compreender a relação intercultural da língua materna do aluno com a cultura da LE, o que nos leva a pensar, então, que o aluno pertence a várias culturas diferentes. Isso posto, o objetivo desta mesa é relatar como a aprendizagem da LE tem acontecido na Universidade Federal do Pará no âmbito dos cursos de graduação dos campi de Belém e Bragança, bem como nos Cursos Livres de Línguas Estrangeiras, projeto de extensão da Faculdade de Letras Estrangeiras Modernas da UFPA e do Programa Idiomas sem Fronteiras (IsF) do Governo Federal em parceria com a UFPA.

Palavras-chave: sociolinguística; especificidades contextuais; ensino-aprendizagem de língua estrangeira